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O amor de quem se ama...

O amor de quem se ama é como uma flor rara.
Uma flor que nasce no equinócio de primavera.
Quando os primeiros raios de sol começam a aquecer aquele que se acomodara com o frio do inverno.
E essa flor é, além de rara, frágil.
Suas pétalas são facilmente levadas pelos ventos...
Então não resistem aquelas tempestades de palavras impensadas e cheias de raiva.

O amor de quem se ama é como uma montanha.
Forte, grande e admirável.
Quem a conquista deve respeitá-la e cuidar dela.
Não deve tê-la com egoísmo e ciúme.
Deve deixá-la celebrar os raios de sol no seu topo e alegrar-se com os animais que vivem em seus arredores.

O amor de quem se ama é como um riacho.
Sereno, cristalino e transparente.
Permite que veja seu leito e os peixes que vivem em suas águas.
Permite que conheça seus defeitos e qualidades.
E assim consegue fazer-se compreender de forma mais fácil e não esconde segredos...
Há cumplicidade.

O amor de quem se ama, ás vezes, é uma nuvem de chuva.
Aquelas chuvas que invadem uma manhã ensolarada e tomam todo o dia.
Uma nuvem que anoitece corações e cuja chuva faz tristes olhares.
E quase sempre vem acompanhada de um vento frio que teima em não ir embora...
Ah! Nuvem... seu vento frio demora de dissipar...

Hoje...
Meu dia
anoiteceu e ainda espero pelo amor de quem me ama.



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