3

É assim que o amo...


Ele é como a tinta que dá cor a minha emoção e a palavra que completa meu sentido.

1

Amadurecimento


Amadurecer...

Meus pensamentos...
Minhas atitudes...
Que metamorfose é essa?
Que atitudes são essas que não reconheço?
Quem é esse outro “eu” no qual me transformo?
Será que há outro alguém dentro de mim?
Quantas dúvidas...

É de dentro pra fora, mas vejo aqui no espelho que muitas coisas mudaram...
Minha pele...
Meus cabelos...

O mundo ao meu redor...
Ou será meu jeito de ver o mundo?!
Ou meu jeito de ver a mim mesma...
Me sinto sozinha nesse “novo mundo”.
É uma solidão que eleva...
Que faz transcender...

É uma mudança dolorosa.
Mas necessária.
É meu NOVO jeito de viver.

1

Cotidiano.

06:00 - A preguiça.

Hum... acordar cedo!
Levanta vai!
Deixa de corpo mole!
Hum... (espreguiça!) tá bom...

Bocejos e mais bocejos.
Uma lembrança do fim de semana anterior:
"Devia ter dormido mais..."

E 8:00 - O trabalho.

Ramais.
Computadores.
Planilhas.
Relatórios.
Feedbacks.
Reuniões.

E 12:30 - O almoço.

Restaurante escolhido - o de sempre.
Prato.
Talheres.
Salada. (pouca)
Batata frita.
Frango empanado. (delícia)
Feijão.
Arroz.
...
Ah! Sobremesa de chocolate!

13:30 - De volta.

Ramais.
Computadores.
Planilhas.
Relatórios.
Feedbacks.
Reuniões.

16:20 - Volta pra casa.

Engarrafamento.
Carros.
Carros.
Carros e buzinas.
E mais carros.

17:45 - Em casa.

Banho.
Comida. (fast food caseiro) e bota fast nisso!

18:00 - Á caminho da Faculdade.

Mais alguns carros.
E algumas 80 pessoas dentro do mesmo ônibus...

19:00 - Aula.

Sono.
Esforço.
Conquista.

22:35. Voltando pra casa.

Encontro meu amor.
O mundo muda.
O dia sorri pra mim quase no seu final.
E esse sorriso me salva do cotidiano.

2

Sobre o que eu não posso me calar?

Corrupção: (lat corruptione) sf 1. Ação ou efeito de corromper; decomposição, putrefação. 2. Depravação, desmoralização, devassidão.

Considerando a definição acima, podemos afirmar, sem melindres, que corrupção é o ato de desmoralizar-se, decompor-se e putrefazer-se.
Putrefazer sim, ou seria mais apropriado, apodrecer?
Houve uma época em minha breve vida que considerei que os políticos quando eleitos tinham objetivos bem definidos e nada viciáveis, cheguei a acreditar que a corrupção era um mal inerente ao fazer político.
Era como se houvesse uma “mão invisível” que impelisse o homem à corrupção.
Mas veio a súbita revelação: A corrupção está presente em toda sociedade.
O patriótico “jeitinho brasileiro” é uma das formas de corrupção mais disseminadas na nossa sociedade.
Quem não conhece alguém que dá jeito em tudo? Pra esse não há problema sem solução, ele tem contatos em muitas repartições públicas e consegue “quebrar o protocolo”.
Apesar de vergonhoso é verdadeiro: estamos cercados pela corrupção e muitas vezes fazemos parte dela.
Nossos valores mudaram, por isso não nos damos conta de que agimos de forma corrupta: furar uma fila, pagar propina pra polícia ou pra ser beneficiado por um programa social, não devolver aquele troco que veio errado, não exigir e acompanhar o cumprimento daquela determinada lei...
Vivemos no “mundo dos espertos”.
Aqueles que agem com integridade e honradez são considerados estúpidos.
Acredito que essa idéia de esperteza deve ser baseada na impunidade dos nossos políticos, pois todas as vezes que são acusados, renunciam.
É uma estratégia que dá certo, pois uma vez cassados não podem se reeleger e quando renunciam muitos voltam vitoriosos.
É tragicamente engraçado que o senso comum acredite que o mundo é mesmo dos espertos. Pobres tolos, não percebem que numa visão macro, é o governo o dono desse mundo de aproveitamento e cheios de “pequenas glórias” não percebem que são passados pra trás em questões mais essenciais.
Corrupção é um mal que impede o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Muito se perde em dinheiro e dignidade, então, como fugir dessa enfermidade que apodrece nossas instituições?
Fazendo cidadania, acreditando na mudança, descruzando os braços:
Acompanhando as licitações.
Exigindo o fim da impunidade dos políticos.
Não reelegendo políticos corruptos.
Participando das decisões.
E assim, readquirindo orgulho.
Não será nada fácil, mas será mais digno.



Não deixe que a corrupção faça parte da sua vida.
Uma campanha Transparência Brasil. www.transparencia.org.br.

3

De namorado e de pés...

Ela.
Deitada na cama.
olhando pra ele.
"Amor, o que é que você mais gosta em mim?"

Ele.
Deitado na cama.
Mexendo no celular.
"Ah! Eu gosto de tudo..."

"Sim, mas... o que é que você gosta maaaaais?!"

"Ah! Amor... eu gosto de tudo em você... não sei dizer o que eu gosto mais..."


Ela.
Sentada na cama (com as pernas em posição de borboleta, sabe como é?!)
"ãh... tá bom... mas então me diz o que você não gosta, vai!"


Ele.
Ainda mexendo no celular.
"O que não gosto?!"

Ela.
Cheia de expectativa.
"Sim... o que não gosta!!"

"Ah! Amor... eu não já disse que gosto de tudo?!"

"Sim, mas tem que ter algo que você não gosta..."


Ele.
Parando de mexer no celular.
"Ah! Lembrei de uma coisa: seu pé."

Ela.
Olhando pro pezinho tamanho 33/34.
"Meu pé?! O que é que tem meu pé?!"


Ele.

Mexendo no dedinho.

"É pequeno e gordinho."



E sorri.

1

Poesia em mesa de bar...

Ganhei um livro de uma amiga, uma "menina pequena".

Fiquei surpresa e muito feliz.


Adoro ganhar livros de presente.

E ainda mais quando é de alguém que gosto...

E mais ainda quando é um livro de poesias...


Ansiosa, só esperei a aula terminar.

Fui lendo no caminho pra casa.

Como sexta-feira é dia de "Happy Hour".

Fomos relaxar.

E no barzinho...


Eu e o livro.


Estranho?!

Nada.


Pitoresco! (como diria certo colega da facul.)


Conversa vai, conversa vem...

Terminei de ler.


E comecei a dissertar...

Dissertar sim!
E interpretar.
E identificar-me.


Com os retratos do cotidiano descritos nas poesias do livro.
Interpretamos poesias e essa foi a conversa de "mesa de bar" mais interessante que eu já vi.
Fiquei pensado se o autor* em algum momento havia imaginado tal situação.
Escrevendo sobre poesias e homens.
Despertando reflexões sobre as aspirações humanas e seus receios,
suas frustrações e suas glórias.


É impossível não se identificar com todas ou qualquer uma das 41 poesias.
Um presente que mudou meu dia e me trouxe uma série de reflexões.



Reflexões...

Sobre poesias e homens.

Homens no bar.

Poesias na mesa.







*Gabriel Chalita é atualmente Professor dos programas de graduação e pós-graduação da PUC- ­Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie e palestrante nas áreas de filosofia, ética, relações interpessoais e educação. É membro da Academia Paulista de Letras, na cadeira número 5 e também da União Brasileira de Escritores.


2

Rótulos.


“Pedras preciosas há em toda parte.
Mesmo por detrás dos arbustos.
Mesmo ocultas sob monstros que preenchem alguns cenários.”
Gabriel Chalita.

Quando criamos “rótulos” perdemos muito.
Deixamos de aproveitar a oportunidade de descobrir pessoas.
Quando aceitamos um rótulo perdemos mais.
Perdemos a capacidade de interagir com o outro e criarmos nossa própria percepção.
Pré-julgamos.

Existem pessoas que correspondem às percepções que são formuladas á seu respeito. Seja bom ou ruim.
Porém nos cabe permitir uma confirmação ou uma desconstrução de impressões.
Gabriel Chalita é muito feliz ao dizer que “pedras preciosas há em toda parte”.
Nada melhor do que descobrir que aquela pessoa não é arrogante ou submissa, que foi apenas naquele momento, foi uma “passagem”, uma conseqüência de uma determinada situação.

Muitas pessoas são penalizadas por percepções inadequadas, construídas num momento de crise, ou pior, num momento de euforia.
Quantas vezes já me decepcionei com alguém por achar que era algo que não era?
É muito triste descobrir que aquele “amigo” não passava de um colega “aproveitador”.
Mas também já me decepcionei comigo mesma, por imaginar que alguém era de um jeito e depois perceber que estava errada.
Nesses casos, fiquei até feliz depois, por que assim conquistei bons amigos.

Busco sempre conhecer, deixar que se mostre um pouco, pra depois construir minha percepção, seja de pessoas, instituições, situações...
Mas não posso negar que também participo daqueles comentários pejorativos.
É vergonhoso, mas não posso esconder.
Quem nunca pré-julgou que atire a primeira pedra!

Mas é assim mesmo, assumindo meus erros e lembrando sempre de dar “oportunidade” e depois “construir” minha percepção.

Deixo aqui mais poesia de auto-reflexão:

“Flores há.
O que falta é o bilhete.
Decerto não houve tempo.
Ou coragem.”





3

É melhor morrer de amor...

Quem já viveu uma decepção amorosa sabe o quanto é difícil apaixonar-se novamente.
Imediatamente após o acontecido, o coração é anulado.
Fica recolhido.
Repousando numa “clínica de recuperação”.
Enquanto a razão age.
E nessa racionalidade vão alguns meses de conhecer, ficar e “deixar passar”.
Se tudo vai acabar, afinal, pra que começar?!

Mas um dia o coração sai pra um "banho de sol" e...
Encontra um outro coração em recuperação.
De volta e ainda na “condicional” esses corações dividem experiências e se descobrem vítimas de um mesmo mal.
Essa infeliz coincidência os aproxima...
Descobrem-se cercados por muros de receios que parecem insuperáveis.
Mas já é tarde...

Esses corações reconhecem a sensação da paixão:
É repentina.
É quase um impulso em direção ao outro.
É uma sede de estar perto.
É como uma loucura boa, muito boa de sentir.
Mas é assustadoramente imprevisível.
E por isso traz uma série de traumas.
E os muros se tornam muralhas.

Tentam se afastar.
Mas já não tem escolha.
E a razão sai de cena.
E esses corações cheios de dúvidas, encontram racionalmente uma solução:
Considerando que viver é correr risco.
E que amar é viver.
Amar é correr risco.

“É melhor morrer de amor, do que viver sem nunca ter amado”

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