Maria Liziane Araújo


Por meu pai: "Maziane".
Por minha mãe: "Lili".
Por minha irmã: "irmã".
Por meu amor: "Pequena!".
Por meus amigos: "Liu, Líli, Lilica, Liz, Lizi..."

Por mim... Sobre eu mesma...
Sou a euforia diante das expectativas...
Uma busca ora insana ora consciente.
Sou a paixão que antecede o amor...
Uma tentativa de um coração apaixonado de declarar seu amor todos os dias...
Sou a inconformidade de não saber...
Uma sede diante do mundo de conhecimento que se abre,
e a certeza da impossibilidade de abraçá-lo de uma só vez.




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    segunda-feira, 12 de outubro de 2009


    Sábio Drummond...

    Congresso Internacional do Medo
    Provisoriamente não cantaremos o amor,
    que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
    Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
    não cantaremos o ódio porque esse não existe,
    existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
    o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
    o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
    cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
    cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
    depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

    Carlos Drummond de Andrade


    Liziane Araújo

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    domingo, 23 de agosto de 2009


    SUPORTE QUEM VOCÊ AMA!

    Lembrei essa semana do meu sogro...
    No aniversário de 50 anos dos pais dele, teve um momento de discurso onde ele falou com emoção que estar casado não era apenas um mar de rosas, mas também um "intenso suportar"... E é verdade, suportar parece uma palavra forte, insensível, mas de fato é a que retrata COM PERFEIÇÃO o sentimento de conviver com um outro diferente que se ama...

    Meu pai já fala que a única pessoa que escolhemos para fazer parte da nossa família é a esposa/esposo e por isso não dá pra errar, né?! (se bem que tem uns que erram...) e que temos que buscar alguém com quem tenhamos menos divergências, já que por mais que existam pontos em comum, só um milagre faria não haver divergências entre um casal...

    E através desses relatos cheios de experiência, visualizo minha realidade e chego às minhas conclusões: amar é um delicioso suportar... sim, tem horas que só suportando meu amor... (atire a primeira pedra quem nunca se sentiu assim!), e sou convicta que ele passa por esses momentos também (eu me conheço... rsrsrs!) só que quando há amor o suportar se torna mais doce e menos dolorido!

    Por isso inicio aqui minha campanha para os casais que já passaram da fase inicial: SUPORTE QUEM VOCÊ AMA!

    Amor, não se preoupe, te amo mais do que suporto, viu?!
    Rsrsrs!


    Liziane Araújo

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    domingo, 12 de julho de 2009


    Convivência complicada


    Somos tão diferentes...
    Eles são mais racionais, nós somos mais emotivas.
    Eles mais objetivos, nós mais detalhistas.
    Nós somos falantes, eles são de poucas palavras...

    Quando estamos tristes, queremos conversar.
    Eles querem ficar sozinhos.

    Quando estão felizes ficam mais serenos.
    Nós ficamos mais elétricas.

    Homens e mulhres são diferentes e essa convivência é muito complicada, mas quem é que gosta de uma vida sem complicações??


    Liziane Araújo

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    sexta-feira, 19 de junho de 2009


    Comunicado do presidente do Sinjorba

    Bem, como falei, li todas as manifestações dos colegas. Assim como todos, estou meio que anestesiado e meio puto. Por isso, esse texto é mais um desabafo, do que uma opinião de um diretor do Sindicato.

    Para mim não foi novidade o posicionamento dos ministros do Supremo. Diz um ditado que cabeça de juiz é igual bumbum de menino. O que me surpreendeu foi a diferença de 8 a 1 do julgamento, quase que uma unanimidade.

    Quero dizer da minha total concordância com essa comparação alegórica: cabeça de juiz = bunda de menino. Seres que se acham superiores, gostam de ser chamados de excelência, doutor e de terem a reverência dos demais. Costumam dar voz de prisão por qualquer ato que os desagrade. São os mais altos salários públicos do país e possuem a diferenciação do cargo vitalício, o que normalmente os confere o direito de se acharem acima do bem e do mal.

    Eles acham que nosso diploma atrapalha a liberdade de expressão.

    Bem, vai ser difícil, mas se achasse um advogado corajoso eu iria propor uma ação judicial para, dentro do princípio da ampla e irrestrita defesa, direito permitido pela Constituição, exigir que eu próprio (e não qualquer advogado) possa me defender em possível ação judicial. Eu poderia estudar o direito, me tornar autodidata e me defender, talvez melhor do que alguém que tem a carteirinha da OAB.

    A tese de Gilmar e seus pares vai nesse caminho. Um horror.

    Arrogante, indicado ao cargo de Ministro do Supremo por FHC sob nariz torcido das associações de juízes do Brasil, Gilmar Mendes exibiu em seu relatório como ele pensa o Brasil. Enquanto já se cursa Gastronomia para ser chef de cozinha, ele propõe que não curse faculdade para ser jornalista.

    A vantagem de se exigir o diploma, dentre outros fatores, é que quem tem diploma não quer perdê-lo na lata do lixo do desprezo e da desmoralização profissional. É simples, mas carrega o simbolismo do respeito a uma profissão cada vez mais desrespeitada, enquanto mais necessária à sociedade.

    O Brasil é um país desigual. Assim também é o Jornalismo. Para os jornalistas artistas, com o poder da pena, da voz ou da imagem nos grandes veículos de comunicação, que se calaram, ficaram quietinhos vendo a profissão ser vilipendiada por um ministrinho do Supremo, haverá de não ser diferente entre ter e não ter diploma. Eles não recebem os altos salários que percebem pela competência ou compromisso com o bom Jornalismo.

    Mas para quem vende a força de trabalho na labuta diária, trabalhando acima da jornada, recebendo R$ 1.500,00, R$ 2.000,0 de salário - ou até um pouco mais para ser redator, repórter, assessor e fazer editoração, fazer impresso, on line, rádio e o que mais surgir nas assessorias -, para esses o diploma faz diferença. Isso porque o patrão vai pensar pela lógica capitalista e vai sempre aparecer um escrevinhador para aceitar salários ainda mais humilhantes, ao gosto do empregador medíocre.

    É aqui, na estressante jornada diária - com piso salarial menor que o do motorista de ônibus de Salvador (com o respeito que essa digna profissão merece), e bem, bem menor que os salários percebidos por juízes de 1ª Instância (nem pensar então dos salários + mordomias do STF) -, que o diploma faz diferença.

    Disse ontem a um amigo, que me soltou uma piadinha (eu já tive de ouvir várias de anteontem até hoje) que jamais, jamais chamarei um não diplomado de colega.

    Choveram ligações desde quinta no Sinjorba de gente sem diploma querendo fazer registro.

    Essa diretoria não vai encaminhar um registro sequer à DRT de jornalista sem diploma. E se tiver que fazê-lo sob liminar judicial, eu renuncio antes que a Presidente encaminhe o documento.

    Não fui eleito para defender escrevinhadores. Não falo por todos os diretores, mas acho que a maioria dos membros da Diretoria pensa como eu.

    Sobre as reações à decisão do Supremo, eu acho que devemos esperar a orientação da FENAJ antes e sair tomando iniciativas isoladas. Tem que ser de forma nacional e a Fenaj tem uma reunião convocada para 17 de julho. Do ponto de vista jurídico, pouco pode ser feito agora, porque temos que esperar az publicação do Acórdão, coisa que só vai ocorrer lá para agosto ou setembro.

    Mas eu espero que os colegas acordem para o inferno que bate à porta. Gilmar já se apressou hoje a dizer que Projeto de Lei não cabe. Ou seja, sua intenção é destruir nossa profissão.

    Aqueles que têm o poder da pena, da voz e da imagem, parem de bajular os poderosos e protestem contra os que nos agridem. Quando Carta Capital denunciou o comportamento de coronel de Gilmar Mendes em sua cidade natal, em Mato Grosso, poucos se pronunciaram. Quando Leandro Fortes denunciou a censura que sofreu da TV Câmara após pressão de Gilmar Mendes, poucos se pronunciaram. Muitos se calaram nos dois episódios.

    E agora?

    Que os colegas acordem para a necessidade da defesa coletiva da profissão, aquela de jornalista que se junta para protestar, fazer piquete, reclamar. COISA DE TRABALHADOR.

    Não pode ser os 6 que estiveram na DRT em 7 de abril de 2008 e nem os 20 que estiveram na OAB no dia 20 de agosto, também de 2008. A pauta das duas atividades convocadas pelo Sinjorba era DEFESA DA PROFISSÃO e DEFESA DO DIPLOMA. E os presentes foram 6 e 20.

    EM AGOSTO TEM CONGRESSO DO SINJORBA.

    É meu desabafo.

    Moacy


    Meu apoio total!


    Liziane Araújo

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    sábado, 6 de junho de 2009


    Tocando em frente

    Ando devagar porque já tive pressa
    e levo esse sorriso porque já chorei demais
    Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
    Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei..

    Conhecer as manhas e as manhãs
    o sabor das massas e das maçãs
    É preciso amor pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Penso que cumprir a vida seja simplesmente
    compreender a marcha ir tocando em frente
    como um velho boiadeiro
    levando a boiada eu vou tocando os dias
    pela longa estrada eu vou, estrada eu sou

    Conhecer as manhas e as manhãs
    o sabor das massas e das maçãs
    É preciso amor pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
    Um dia a gente chega, no outro vai embora
    cada um de nós compõe a sua história
    cada ser em si carrega o dom de ser capaz
    e ser feliz

    Conhecer as manhas e as manhãs
    o sabor das massas e das maçãs
    É preciso amor pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Ando devagar porque já tive pressa
    e levo esse sorriso porque já chorei demais
    cada um de nós compõe a sua história
    cada ser em si carrega o dom de ser capaz
    e ser feliz


    Almir Sater e Renato Teixeira


    Liziane Araújo

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    domingo, 26 de abril de 2009


    Jornalismo e responsabilidade social

    O jornalismo não existe dissociado da responsabilidade social.
    Os interesses da sociedade são os pilares primordiais para qualquer jornalista, as informações devem ser divulgadas de forma correta e verdadeira, buscando esclarecer fatos, denunciar abusos e interpretar os acontecimentos.
    A partir do momento em que a busca pela audiência passa a ser a maior motivação de um jornalista, alguns valores são colocados de lado e novos (muito pouco éticos) são adotados.
    A veracidade das informações e a relevância da notícia para sociedade são questões pouco consideradas em programas como o “Na mira” e o “Se liga Bocão”, o mais importante é quanto aquela notícia irá refletir em audiência.
    Imagens de assassinatos brutais, brigas de vizinhos, violência contra mulher são veiculadas em horário nobre, enquanto as famílias estão reunidas á mesa para o almoço. A forma como as imagens são expostas demonstra que o objetivo não é denunciar, mas expor, apelar para os sentimentos e chocar de forma abrupta, sem cortes, sem preocupação com a condição do envolvido na notícia, nem com o público.
    Será realmente necessário mostrar todos os dias corpos atravessados por balas? Será que as brigas entre vizinhos, casais e familiares são de fato relevantes para a sociedade como um todo? Será que nossas famílias não estão sendo vítimas de uma corja de mercenários disfarçados de jornalistas preocupados com a violência e miséria que inundam nossa sociedade?
    Apelo para Ética é preciso resgatar valores, solidificar a imagem do bom jornalismo para que a sociedade saiba discernir entre o que é responsabilidade social e apelo sentimental.




    Liziane Araújo

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    quinta-feira, 16 de abril de 2009


    Suspensão mais do que justa...

    Juiz acata pedido do MP e determina
    suspensão do programa "Na Mira"

    O programa `Na Mira', exibido pela TV Aratu, retransmissora do SBT na Bahia, deverá ser suspenso temporariamente e só poderá voltar ao ar se for amoldado "aos dispositivos legais do nosso ordenamento jurídico", segundo entendimento do juiz Manuel Bahia, que acolheu a liminar solicitada na ação civil pública que o Ministério Público estadual ingressou na Justiça. Assinada pelos promotores de Justiça Almiro Sena (Cidadania) e Isabel Adelaide Moura (Criminal), a ação foi precedida do inquérito civil e chegou às mãos do juiz contendo farta prova documental, como manifestações oriundas da Ouvidoria do MP, onde pessoas reclamaram do conteúdo do programa, bem como gravações em DVD contendo cenas de alguns programas.

    Ratificando o entendimento do MP, o juiz se pronunciou dizendo que o `Na Mira' é exibido em horário acessível à criança e ao adolescente, com cenas reprováveis e impróprias, violando o Estatuto da Criança e do Adolescente. Sobre a suspensão temporária, ele também deixa claro que o fato "não constitui ato de censura retrógrado ou interferência na liberdade de comunicação e expressão, próprio das ditaduras ultrapassadas. " O que a ação busca é coibir os exageros, cenas de violências, imagens chocantes e desrespeitosas à dignidade da pessoa humana. Os promotores de Justiça entendem que o programa realiza a "execração pública, inclusive com xingamentos de pessoas suspeitas, processadas ou condenadas pela prática de algum crime".

    Preocupado com os excessos exibidos tanto pelo `Na Mira' quanto o `Que Venha o Povo' (TV Aratu) e o `Se Liga Bocão' (TV Itapoan), o procurador-geral de Justiça Lidivaldo Britto chegou a realizar uma reunião, no dia 12 de fevereiro, com os diretores dessas emissoras para tratar sobre o assunto. Os outros dois programas também estão sendo analisados pelos representantes do MP, segundo os quais as cenas ofensivas ocorrem em menor grau e de forma não sistemática e não direcionada, devendo ser assinado um Termo de Ajustamento de Conduta. Segundo Almiro Sena, após a reunião, o `Na Mira', além de não melhorar seu conteúdo, passou a fazer referências de que iria continuar com seu formato original.

    Ao acolher a liminar requerida pelo MP, o juiz Manuel Bahia informou que após analisar a farta prova documental e assistir aos DVDs encartados, "vislumbra-se facilmente com quadros chocantes, pavorosos, tétricos, macabros e dantescos." A seu ver fica claro que os dispositivos constitucionais e infra-constitucionais são violados e por isso determinou a suspensão temporária do programa, sob pena de multa diária de R$ 10 mil e pena de desobediência.
    Fonte: http://www.mp.ba.gov.br


    Voltarei a falar nesse assunto...






    Liziane Araújo

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