É melhor morrer de amor...
Imediatamente após o acontecido, o coração é anulado.
Fica recolhido.
Repousando numa “clínica de recuperação”.
Enquanto a razão age.
E nessa racionalidade vão alguns meses de conhecer, ficar e “deixar passar”.
Se tudo vai acabar, afinal, pra que começar?!
Mas um dia o coração sai pra um "banho de sol" e...
Encontra um outro coração em recuperação.
De volta e ainda na “condicional” esses corações dividem experiências e se descobrem vítimas de um mesmo mal.
Essa infeliz coincidência os aproxima...
Descobrem-se cercados por muros de receios que parecem insuperáveis.
Mas já é tarde...
Esses corações reconhecem a sensação da paixão:
É repentina.
É quase um impulso em direção ao outro.
É uma sede de estar perto.
É como uma loucura boa, muito boa de sentir.
Mas é assustadoramente imprevisível.
E por isso traz uma série de traumas.
E os muros se tornam muralhas.
Tentam se afastar.
Mas já não tem escolha.
E a razão sai de cena.
E esses corações cheios de dúvidas, encontram racionalmente uma solução:
Considerando que viver é correr risco.
E que amar é viver.
Amar é correr risco.
“É melhor morrer de amor, do que viver sem nunca ter amado”